sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Falsos sentimentos

Se ao menos ouvisses a verdade
Que te interpela.
O silêncio que te consome os sentidos
Que mata as tuas mentiras.

Procuras um doce sorriso,
Uma vaga e ilusória escapatória
Do dia a dia .

Falsos sentimentos, falsas ilusões
Que destróis á tua volta sem dares conta...

Apagaste o que havia de bom,
Destruiste o sonho...
Não resta mais nada do que
A dôr que consome a alma.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Sonho

Entras devagarinho, pedes segredo.
O tempo pára.
O espaço divaga.
Só sou eu e tu neste nosso mundo infinito.

Pedes silêncio, tapas-me os olhos...
Sussuras-me ao ouvido,
Aquilo que nunca tinhas dito.

O dia amanheçe com a nova
Melodia que me percorria o corpo,
Mas sem querer, esta distancia-se
Até que ficar o silêncio de novo.

Não passava de mais um sonho...
Ao acordar já não estávas.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Brilho

No escuro da noite,vejo-te nos meus sonhos.
Perco-me na serenidade do teu olhar,
penetro no mais profundo segredo
de me querer perder no doce dos teus lábios.

Já não sei viver sem ti, sem o teu
sorriso.
O que sinto por ti não morre só
renasce a cada dia que passa com maior
brilho e intensidade .

És a luz do meu dia,
o brilho do meu olhar..
e jamais isso irá mudar.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Já não há..

Fito o vazio em busca do reconforto
que não tenho,
escrevo cartas e sonho com desejos irreais...

E por mais que não te quizesse perder,
por mais que colorisse os meus dias com
a cor do teu sorriso, não chegava.

É um caminho que percorro sozinha,
já não há ilusões,
já não há falsos enganos,
já partiste.

Chegou a minha hora...
Partirei em busca da minha liberdade,
e mais nenhuma lágrima derramarei.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Mágoa do passado

Se não me amas, não me dês mais
uma infima esperança.
Deixa as tuas falsas e ilusórias
desculpas em outro lugar.

Deixas-me sem espaço, sem
ar para resperirar, sem casa,
mas ficarei bem.

Se pensas, que ainda há muito a dizer é
porque te perdeste nesse teu mundo infinito,
de ilusões e enganos.
As falas entrestresceram pela mágoa do passado.

O tempo passará e a dor adormecerá...
E assim se selam os segredos e se calam
os sentimentos, apesar de eles continuarem
a gritar no interior do silêncio.

sábado, 2 de agosto de 2008

Anchegar da alma

Queria te dedicar as mais
belas palavras,
queria que sentisses o meu aconchego
no teu peito.

Queria tanto que nos perdessemos
no labrinto do amor,
só eu e tu, meu amor.

Perco-me nesse teu sorriso encantador...
E deslumbra-me esse teu olhar..

Encontro na tua voz
o sossego, e o encanto da
mais bela melodia do amor...

E por aqui mais uma vez,
me fico, meu amor, sem
todas as palavras que não te posso dizer
mas com o toque suave da tua voz a
aconchegar-me a alma.

domingo, 27 de julho de 2008

Silêncio da Noite

Em quanto divago descalsa,
no silêncio da noite, no vazio
do espaço em busca das respostas
do nunca obtido.

Queimas os versos do
meu silêncio.
Fazes o meu coração sangrar e
reabrir cada ferida não sarada.

Não te peço mais nada, meu amor,
a não ser para voltares...
Não me fassas acreditar que tudo
isto não passou de um grande erro.

Sem querer, a porta entre aberta fecha-se...
Não há mais nada a dizer,
não há mais nada a fazer,
não há mais nada a sentir, se não a dor do silêncio da noite...
não há mais nada que o tempo me traga de ti.

Tenho o teu pefume encravado
na minha pele,
mas sei que o tempo irá melhorar a dor.
Acalmar o silêncio do não dito.