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domingo, 27 de julho de 2008

Silêncio da Noite

Em quanto divago descalsa,
no silêncio da noite, no vazio
do espaço em busca das respostas
do nunca obtido.

Queimas os versos do
meu silêncio.
Fazes o meu coração sangrar e
reabrir cada ferida não sarada.

Não te peço mais nada, meu amor,
a não ser para voltares...
Não me fassas acreditar que tudo
isto não passou de um grande erro.

Sem querer, a porta entre aberta fecha-se...
Não há mais nada a dizer,
não há mais nada a fazer,
não há mais nada a sentir, se não a dor do silêncio da noite...
não há mais nada que o tempo me traga de ti.

Tenho o teu pefume encravado
na minha pele,
mas sei que o tempo irá melhorar a dor.
Acalmar o silêncio do não dito.